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terça-feira, 26 de junho de 2012

Hora do conto e a educação infantil


Pré-requisito fundamental para um Contador de Histórias ... Uma boa dose de delírio!


Pré-requisito fundamental para um Contador de Histórias ... Uma boa dose de delírio!













A magia provocada pelo encanto do “Era uma vez...”, de forma sublime chamam a atenção e purificam a imaginação da criança, afastando-a das distrações. Esse encantamento é um recurso didático sem dúvida muito vantajoso ao educador






“Aula sem história, jardim sem flores, lar sem filhos, mundo sem sol” (Professor Sérgio Raul)




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O encantamento dos contos de fada.

As histórias infantis têm papel fundamental na formação do indivíduo, tornando-o criativo, crítico e capaz de tomar decisões. Quando se conta uma história, deve-se ter em mente que aquele momento será de grande valia para a criança, pois através desses contos será formado um banco de dados de imagens que será utilizado nas situações interativas vividas por ela. Recomenda-se que o educador faça todo um ritual antes do momento de contar histórias. O ideal é que o professor, ao contar uma história, tenha uma diversidade de estratégias sendo consideradas como principais: tocar a imaginação dos alunos, saber como utilizar a expressão corporal, o ritmo, o gesto, e principalmente a entonação da voz, fazendo com que nesse momento a criança fique envolvida pelo encantamento e pela fantasia. Sugere-se ao professor que crie em sua sala de aula o livre acesso aos livros através de um cantinho de leitura no qual fiquem disponíveis aos alunos livros, revistas, jornais etc., facilitando o manuseio. Orienta-se que o professor se informe mais sobre os aspectos que estão envolvidos na apropriação no processo da leitura e seus aspectos fundamentais na visão lingüística, psicológica, social e fisiológica. Ressalta-se que quando se tem domínio de certo papel a desempenhar o resultado é totalmente diferenciado e qualificado.

O que é a história infantil, qual sua importância e qual sua relação com o público infantil?

Uma história infantil, é fruto de inteligência já cultivada e amadurecida, de quem conhece por estudo, ou intuição, as qualidade ou requisitos que devemos encontrar numa narrativa destinada a crianças.
Todos quantos tenham qualquer parcela na formação intelectual e moral dos pequenos reconhecem que as histórias que tanto encantam, divertem, instruem e edificam o mundo infantil, é já faz algum tempo, objeto de acurados estudos, observações e pesquisas, cujo fim essencial consiste em aproveitar o máximo possível esta fascinante atividade pedagógica discernindo o que há de mal e impuro.
Como aproveitar o total valor das histórias?
Como saber escolher, separar o que não é bom?

Todo professor deve ser um bom contador de histórias. E quem tem consciência deve saber que narrar é instruir, comover e agradar.
A história deve:
ENSINAR – INSTRUIR – EDUCAR
Esquecemos de muitas histórias que ouvimos na infância, mas jamais os ensinamentos contidos nas histórias, esses duram para a vida toda.
(Tente refletir agora sobre algo que aprendeu através de historias, causos, ou experiências vividas, próprias ou não.)


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Qual a importância da história infantil?

As historias agradam e interessam a todos sem distinção de idade, classe social ou nível de formação.
As histórias em suas formas de transmissão fazem parte da cultura de um povo;
A importância das histórias origina-se:
1. De sua universalidade;
2. De sua influência;
3. Dos recursos que oferece aos educadores;
4. Dos benefícios que poderá proporcionar à humanidade.
Uma boa história é auxilio importantíssimo para a educação infantil.
A história infantil possui grande importância por sua amplitude das tendências psicológicas infantis. (Ex. parábolas de Cristo). A história desperta o gosto pela leitura; ajuda no ensino das demais matérias.

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A arte de contar histórias

Os antigos contadores de historias não se preocupavam com cursos, livros ou palestras, eles simplesmente contavam histórias com o objetivo de divertir, como um recurso para acalmar ou adormecer a criança. Porem hoje, contar histórias é centro de interesse devido à grande importância da história na delicada tarefa de educar.
A hora do conto é um momento de muito prestigio que encanta, desperta o interesse, traz alegria para a alma infantil através do sonho e da fantasia.
Quem conta histórias, proporciona à criança:
· Uma atividade sadia;
· Uma oportunidade para desenvolver a imaginação;
· Enriquecer o vocabulário;
· Completar experiências;
· Atender à curiosidade da vida em suas estréias pelo mundo do encantamento.
Contar histórias também é um auxilio a psiquiatria para descobrir inquietações, prevenir angustias e desvendar a origem de perigosos recalques.

Portanto para o propósito de educar através das histórias, o contador de histórias deve:
· Conhecer a técnica que preside e regula sua ação;
· Informar-se das dificuldades;
· Dos cuidados que exige seu público;
· Dos requisitos morais e literários das narrativas mais adequadas;
· Dos diversos gêneros;
· Das histórias que mais agradam;
· Dos segredos relacionados com a mágica.
É preciso estudo, experiência e dedicação.
“Saber a quem contar,quando contar, o que contar e como contar” – Malba Tahan

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Como contar Histórias no Jardim de Infância?


Hoje recebi um e-mail da Maria Bastos, que me pedia técnicas e ideias para contar histórias.
Aqui ficam algumas sugestões do Plano Nacional de Leitura, para ajudar a colega e todos os interessados:
Ouvir contar histórias na infância leva à interiorização de um mundo de enredos, personagens, situações, problemas e soluções, que proporciona às crianças um enorme enriquecimento pessoal e contribui para a formação de estruturas mentais que lhes permitirão compreender melhor e mais rapidamente não só as histórias escritas como os acontecimentos do seu quotidiano.
Na época actual a maioria das crianças não tem oportunidade de ouvir histórias no seio familiar. Cabe ao jardim-de-infância e à escola assegurar que lhes não falte essa experiência tão enriquecedora e tão importante para a aprendizagem da leitura.
* Um bom contador de histórias tem que saber adaptar-se ao público. Esse ajuste é feito ao vivo, de uma forma rápida e quase imperceptível.
* Se a assistência se distrai, há que mudar o relato, abreviando o enredo, introduzindo novas peripécias, criando suspense. Se a assistência se mostra fascinada, vale a pena prolongar o efeito e ir adiando o desfecho.
*
A mesma narrativa terá de apresentar cambiantes conforme a idade das crianças e as características dos vários grupos.
Sugestões de actividades
* Conte sobretudo histórias que conheça bem e de que goste.
* Identifique previamente os acontecimentos-chave para os apresentar de forma clara e sugestiva.
* Conte a história como se estivesse a vê-la desenrolar-se por cenas.
* Ensaie em casa, ao espelho, ou diante de pessoas que lhe possam dar um feedback.
* Observe as reacções das crianças enquanto conta a história para poder fazer os ajustes necessários. Pode, por exemplo, aligeirar uma situação se as crianças estão assustadas ou torná-la mais dramática para envolver emocionalmente os ouvintes.
* Sempre que possível envolva as crianças no relato.
* Se as crianças exigirem que torne a contar a mesma história, deve considerar que a actividade foi um êxito.

Como envolver as crianças no relato
* Pedir às crianças que:
- repitam frases;
-façam os gestos adequados para sublinharem a acção;
- emitam os sons que a história refere (vento, bater à porta, etc.).
* Suscitar antecipações, perguntando: O que é que acham que vai acontecer a seguir?
* Suscitar o reconto em grupo, sobretudo com os alunos mais velhos.
Como suscitar o reconto em grupo
* Um ou dois alunos ajudam o educador.
* A história vai sendo contada pelas crianças e o Educador só interfere quando necessário.
* As crianças contam a história em grupos de dois ajudando-se mutuamente.
* Uma turma conta a história a outra turma.
* Cada criança escolhe o momento preferido e conta-a em pormenor acrescentando o que quiser.
* As crianças são convidadas a contar a história muito rapidamente e referindo apenas o essencial.

Sou assim ... vivo a história e a história vive em mim!


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