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"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." (Carlos Drummond de Andrade)




domingo, 29 de julho de 2012

Dicas importantes para os pais

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“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”
José Saramago



Por que brincar é importante para as crianças pequenas

Estudos, pesquisas e livros são boas fontes não só para compreender a relevância do brincar como também para proporcioná-lo às crianças. Mergulhe fundo neles!

Reportagens




Pensadores

Jean Piaget


Lev Vygotsky
Henri Wallon
Pesquisas sobre o brincar

Brincar é importante para os pequenos e disso você tem certeza. Mas por quê? Sem essa resposta, fica difícil desenvolver um bom trabalho com as turmas de creche e de pré-escola, não é mesmo? Se essa inquietação faz parte do seu dia a dia, sinta-se convidado a estudar o tema. Ele rende pano para manga desde muito, muito tempo atrás. "Os primeiros questionamentos sobre o brincar não estavam relacionados a jogos, brinquedos e brincadeiras, mas focavam a cultura", diz Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês
Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura. Até então, a concepção dominante era de que eles não faziam isso. "Investigando essa faceta do universo infantil, eles concluíram que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira e que é dessa maneira que elas se expressam culturalmente", explica Clélia.
Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas.

Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras.

As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.



 

Oito questões sobre como trabalhar com brinquedos

Conheça as respostas para oito dúvidas frequentes na hora de incorporar esses recursos à rotina dos pequenos para garantir diversão e aprendizagem




1 Como trabalhar bem sem uma brinquedoteca?

Ela não garante um trabalho bem-feito. Além disso, não é interessante que os brinquedos fiquem restritos a um ambiente. As crianças precisam encontrá-los em vários lugares e momentos. A preocupação maior deve ser em relação à organização do local e ao acesso dos pequenos aos itens. De nada adianta ter uma brinquedoteca se ela sempre estiver fechada ou se a turma só usá-la esporadicamente. Se ela existir, o acesso deve ser livre, assim como a circulação de brinquedos pela escola.

2 O que fazer se não existem brinquedos para todos?

É importante organizá-los para que sejam compartilhados, garantindo que todos brinquem. Os educadores devem planejar intercâmbios de objetos entre as turmas e a interação entre elas, inclusive reunindo crianças de idades diferentes (
leia a atividade permanente). A garotada tem muito a ganhar: há trocas de ideias e o brincar se torna mais rico.
3 Armas de brinquedo devem fazer parte do acervo?

Mais do que decidir por incluir armas ou outros objetos, o importante é que as crianças possam elaborar ideias sobre o bem e o mal. Nas brincadeiras, o vilão é tão importante quanto o mocinho, portanto os pequenos têm de lidar com ambos no universo lúdico.

4 Há itens adequados para meninos e para meninas?

Não. Se o brincar é um modo de representar, experimentar e conhecer as culturas, não faz sentido imaginar que panelinhas são só para meninas, e carrinhos, para meninos. Todos precisam ter acesso a qualquer item sem distinção e ficar livres para escolher com o que brincar. Elaine Eleutério, coordenadora pedagógica da CEINF Lafayete Câmara, em Campo Grande, explica que, quando os meninos, por exemplo, se negam a participar das brincadeiras de casinha por acreditarem que isso não é coisa de homem, os educadores entram em cena. "Questionamos a validade da afirmação com os pequenos. Dizemos que existem homens que fazem as tarefas domésticas e perguntamos se a turma conhece alguém que faça isso no dia a dia", diz.

5 É interessante usar sucata para incrementar o acervo?

Sim, não há problema em reaproveitar materiais. Ao eleger quais vão ser usados, é necessário questionar a utilidade que eles terão. Não se trata de aproveitar qualquer coisa para montar brinquedos, e sim criar brinquedos com objetos interessantes, de qualidade, bonitos e que não sejam perigosos. O ideal é deixar à disposição itens de uso não evidente, como rolos de papel-alumínio, e estimular os pequenos a conferir utilidade a ele, montando lunetas, binóculos ou cornetas, por exemplo.

6 Deve-se permitir levar brinquedos de casa?

Sim. As crianças gostam de fazer isso para mostrar aos outros quem são e do que gostam. Também o fazem para ter por perto um objeto pessoal com o qual se identificam e têm familiaridade. Combinados com a turma e com as famílias sobre emprestar os objetos para os colegas brincarem, ter cuidado para não danificá-los, misturá-los ao acervo, perder os esquecê-los ajuda a evitar problemas. É válido elaborar uma lista coletiva do que não é legal levar, dos brinquedos que não se quer emprestar, que tenham peças muito pequenas ou que já existam na escola e divulgá-la para os pais. Estipular um dia para que todos levem seus brinquedos pode ser uma alternativa interessante desde que não seja esse o único dia que eles tenham para brincar.

7 Quais objetos fazem as vezes dos brinquedos?

Há muitos que podem enriquecer a brincadeira. Quem acha que os pequenos precisam de algo específico são os adultos. O acervo pode ter coisas perenes, como caixas de madeira e tecidos. "Eles podem ser usados para construir diversos itens", explica Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. Lupas, fitas métricas e lanternas são ótimos para estimular a meninada a estudar e explorar o ambiente.

8 Como evitar que a turma destrua os brinquedos?

Primeiramente, é fundamental compreender que mesmo os objetos de qualidade não são eternos. Depois, brinquedo desgastado é sinônimo de brinquedo usado. Explique às crianças que cuidados são essenciais para manter os itens em bom estado para serem usados por outros colegas que chegarão à pré-escola no futuro, por exemplo. Novos brinquedos no acervo, principalmente aqueles que o grupo não conhece, pedem atenção. Ninguém sabe como cuidar do que nunca viu e que não sabe como funciona.

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/brincar-importante-criancas-pequenas-612994.shtml

Palmada Ensina?
Os pais ainda questionam se é válido usar palmadas para ensinar uma criança a respeitar limites? Eu não tenho dúvida: as palmadas ensinam. Mas não exatamente aquilo que os pais querem.

Uma criança que apanha aprende a ser: agressiva, pois percebe que bater no outro é uma forma de resolver uma encrenca; cínica, pois desenvolve a capacidade de não se sentir humilhada; mentirosa, pois aprende que certos comportamentos provocam dor e a mentira pode livrá-la do confronto; covarde, pois a fuga é sua única chance de vitória.

Outra desvantagem desse método pedagógico é que ele se baseia na superioridade física dos pais - e essa é e fêmea. Como os filhos crescem a cada dia e os pais já pararam de crescer, seria preciso, para manter a mesma vantagem, a apelar para acessórios cada vez mais pesados, da mão ao chinelo, deste ao cabo de vassoura, e assim por diante.

Além disso, a pedagogia do tapa cria subprodutos nefastos. Aí vão alguns exemplos:






1) "Você vai ver quando seu pai chegar!" - Com esta frase a mãe envenena o vínculo entre o pai e o filho e se desmoraliza, pois revela-se dependente da força do parceiro.
2) "Não bata no seu irmão porque ele é menor que você!" - A declaração, acompanhada de sonoros tapas no irmão agressor, é a mais descarada negação da lógica, o adulto que bate não é maior que a criança que apanha?
3) "Isso dói mais para mim do que para você!" - Nenhuma criança tem recursos para entender o que esse adulto espera dela. Será que o adulto que que ela se sinta culpada pela dor que provoca na mãe?
4) "Um tapa bem dado ensina mais que mil palavras..." - Ainda que se consiga definir "um tapa bem dado", nenhuma palmada ensina mais do que uma única palavra (não) dita com serenidade e convicção.
4) "Um dia, você ainda vai agradecer por essas palmadas!" - Será que alguém acredita que se tornou melhor por levar uns tabefes? Não é preciso guardar rancor pelos tapas recebidos, mas agradecer já é demais! Ninguém , em sã consciências, acredita que palmadas ensinem os filhos a serem generosos, dignos, leais ou confiantes. E não existem valores mais importantes do que esses.

Acontece nas melhores famílias. Dar um tabefe em um filho com o qual se tem um sólido vínculo de afeto e confiança não pecado mortal. Afinal, os pais são humanos, Às vezes a vida exige demais, nem sempre se tem o comportamento mais adequado. Esse tapa que estala sem que se saiba direito de onde veio, como se a mão ganhasse vida própria e partisse sem comando, transmite uma informação fundamental: que os pais não são perfeitos, são mortais que fazem o que podem, não o que querem.

O importante que se reconheça que um tapa emana sempre de uma fraqueza, da impossibilidade de se controlar e de manter o diálogo. Pecado é a hipocrisia de transformar essa dificuldade em uma tese de Pedagogia.







Lidia R.Aratangy - Revista Viver - janeiro de 2002









Quando você pensava que eu não estava olhando...




Quando você pensava que eu não estava olhando, você pendurou meu primeiro desenho na geladeira, e eu quis pintar outro.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você deu comida a um gato perdido, e eu pensei que era bom cuidar de animais.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você fez um bolo de aniversário só para mim, e eu entendi que coisas pequenas eram especiais.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você orou, e eu acreditei que havia um Deus com quem eu sempre podia falar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você me deu um beijo de boa noite, e eu me senti amado.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi lágrimas descendo dos seus olhos, e eu aprendi que às vezes coisas doem – mas que não faz mal chorar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você sorriu, e me fez querer ficar bonita(o) daquele jeito também.

Quando você pensava que eu não estava olhando, você se importou, e eu quis ser tudo que podia.

Quando você pensava que eu não estava olhando – eu olhava … e queria lhe agradecer por todas aquelas coisas que você fez quando você pensava que eu não estava olhando.

Aqueles de nós que somos pais somos sempre cientes daqueles olhos e ouvidos observando e escutando tudo que fazemos e falamos.

No entanto, todos nós influenciamos não somente os mais novos que nos observam, mas, outros também – aqueles ao nosso redor no trabalho e na escola.

Pessoas estão nos observando, até em momentos quando não percebemos.


A seguinte meditação foi escrita por Mary Rita Schilke Korzan, e é do livro "Stories For The Heart" ("Contos Para O Coração"):




Pais - Alicerce para a construção de uma vida...
Qual a importância dos Pais, na vida de uma criança???

São os pais, que ensinarão tudo aos seus filhos, como andar, como comer, como se comportar, como se deve respeitar a Deus e a Palavra Sagrada, respeitar a si mesmo e respeitar aos outros, como enxergar o mundo, como viver em sociedade, em grupos, como enfrentar problemas, como resolvê-los.
Esse ensino-aprendizagem vai além do que podemos reconhecer, ou enxergar, o que se aprende dentro do lar é tão forte que fica gravado em nosso íntimo, em nosso ser para toda a vida, e aprendemos com palavras, com gestos, olhares, respostas faladas, gesticuladas, mensagens que são passadas desapercebidamente, o exemplo fala mais alto...

Que tijolinhos temos dado para nossos filhos e netos, como estamos contribuindo com eles, que visão de mundo estamos passando para eles:

  • Como você e seu companheiro/a se comportam na frente dos filhos? ( Saibam que devem conversar as sós, e em tom baixo para não provocar danos no comportamento de seus filhos, independente de suas idades, a dor, é a mesma, não tem idade);
  • Vocês brigam, discutem na frente de seus filhos? (Saibam que isto deixa marcar profundas na criança, provoca insegurança, e desafeto);
  • Quais palavras eles ouvem o dia inteiro;
  • que expressões;
  • que comentários ouvem;
  • quais as críticas;
  • quais as repreensões;
  • quais os conselhos;
  • além do alimento, além das vestimentas, o que mais estamos fornecendo para os nossos pequeninos;
  • o que eles estão aprendendo sobre a vida, sobre a morte, sobre a política, sobre o meio ambiente, sobre o mundo;
  • com que estamos alimentando seus espíritos;
  • quais leituras;
  • quais sites, o que procuram na internet;
  • o que estamos ajudando eles a construírem;
  • o que assistem na televisão, quais programas de televisão, quais jogos, quais desenhos, quais novelas, quais filmes, etc;
  • o que ouvem no rádio, quais músicas;
  • onde você permite que vão e com quem;
  • você mantém a autoridade sobre eles, ou acha que já sabem o suficiente para tomarem decisões.

Nós temos a liberdade e autoridade para escolher hoje, o que devemos e precisamos ensinar aos nossos filhos, porque o mundo está ditando suas regras, em nome da liberdade de expressão...(e depois quais serão os resultados disso tudo, que o mundo lança em nossos rostos), temos hoje a autoridade, o sacerdócio, o poder, a missão e o prazer de ensinar o melhor para nossos filhos e netos.
Que possamos pedir a Deus sabedoria para Nosso Senhor, e façamos o nosso melhor, assim saberemos que o resultado será positivo, desde agora e para sempre...Porque o que você ensinar hoje, ele levará consigo para toda a vida e passará para seus filhos e as demais gerações, tenha essa certeza...

Elisabete Lauriano
Fev/12









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